Pará OPINIÃO

Primeiro dia sem uso obrigatório de máscara em locais fechados divide opiniões em cobra no sudoeste do Pará

ivide opiniões A decisão foi divulgada, nesta terça-feira (4), por meio de um novo decreto municipal

06/04/2022 às 20h00
Por: Reinaldo Barros
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Dona Maria Margarida ainda não tinha conhecimento do decreto, mas comemorou ao saber da medida (Andria Almeida)
Dona Maria Margarida ainda não tinha conhecimento do decreto, mas comemorou ao saber da medida (Andria Almeida)

Agora a população que mora em Santarém, oeste paraense, já pode circular sem máscara em locais fechados. A decisão foi divulgada, nesta terça-feira (4), por meio de um novo decreto municipal, ao qual suspende o uso obrigatório de máscaras em qualquer ambiente, exceto em unidades voltadas a assistência à saúde. Desde o dia 17 de março o uso do item de proteção já era facultado em locais abertos no município. O primeiro dia com a nova decisão dividiu opiniões entre os moradores.

A vendedora Franciele Almeida falou que vai continuar fazendo uso do item de proteção. “Eu não me sinto totalmente segura para não usar mais máscara, vou continuar usando, por mais que esteja liberado para não usar, vou continuar”.

Marcele Noronha relata que já viveu o drama de ter um ente acometido pela covid-19. Ela afirma que vai continuar usando máscara. “Para quem quer sair da máscara é bom, vou continuar usando porque tenho dois idosos em casa. Minha mãe teve Covid e quase morreu, não é fácil”, contou.

Já a dona Maria Margarida ainda não tinha conhecimento do decreto, mas comemorou ao saber da medida. “Eu ainda não sabia desse decreto, de maneira nenhuma, porque se eu soubesse, não estaria mais usando essa máscara. O sorriso da gente fica escondido com ela”, observou.

A Denise Fonseca já deixou de usar a máscara, para ela o momento já permite essa flexibilização. “Eu não me vejo usando máscara durante tanto tempo, eu acredito que hoje em dia a covid está matando menos gente que outras doenças. Como a covid não vai sumir, pois é uma doença endêmica, vamos ter que conviver com ela e com as vacinas. Não tem como o ser humano conviver com máscaras para sempre”, relatou.

Teve gente que comemorou a liberação do uso da máscara, mesmo assim em algumas situações, como no transporte público, vai usar o item como forma de se prevenir do vírus.

“Como eu ando de ônibus eu me sinto mais segura com uso da máscara, é muita gente e o ônibus vai lotado, então eu me sinto mais segura. Mas em lugares abertos eu prefiro não usar, eu dei graças a Deus pelo decreto de não uso de máscaras, porque a gente sente muita falta de ar e eu me sinto desconfortável”, declarou a vendedora, Diociene Pedroso.

Especialista alerta para os cuidados

Para a infectologista, Cirley Lobato, a medida foi adotada de acordo com o cenário epidemiológico informado, no entanto ela chama atenção para o fato de que isso não quer dizer que o vírus saiu de circulação. “Ele continua infectando e como o quadro é mais leve, as pessoas não procuram mais as unidades de saúde, isso leva a não fazer mais o exame confirmatório e ficamos sem saber a real situação dos números de casos”, alertou.

Sobre a publicação do decreto a infectologista levantou alguns questionamentos. “Medida certa? Medida errada, precipitada? Só o tempo vai mostrar. Eu espero e torço para que os números de casos não aumentem e que novas variantes não surjam”, disse.

A especialista reforça que a proteção contra a doença está nas mãos da população que deve procurar completar o esquema vacinal. Outra orientação é para que as pessoas com maior predisposição para fazer quadro grave, como idosos, pessoas com comorbidades devem continuar com as medidas para mitigar o vírus, bem como evitar aglomerações, manter o distanciamento social, lavar suas mãos com água e sabão ou álcool em gel e manter o uso de máscara.

“A responsabilidade está nas nossas mãos. Aquelas que não tem comorbidades, mas se sentem inseguras que continue usando máscara. A vida é preciosa e você pode fazer da máscara um acessório a seu favor”, disse.

Fonte: O Liberal

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